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terça-feira, 23 de junho de 2015

Claro como Coca - Fala sério!

CAPÍTULO 3

Droga, Willy!
Fez eu pagar o maior mico na frente do Guilherme, agora ele tá rindo de mim!
-  Você tá bem? - Lucas perguntou tentando me levantar, com aqueles gravetos que ele chama de braços.
- O que você acha? - Dispensei sua ajuda e levantei sozinha. - Aff, cachorro idiota!!!
Chega de parque por hoje!
- Vamos embora. Esse cachorro estragou meu dia.
- Tá. - Lhe entreguei a colera de Willy, não queria ficar perto daquele cachorro, vai que ele me derruba de novo.
- E deixe esse cachorro longe de mim. - Eu disse assim que peguei os outros cachorros pela colera.

Enquanto caminhávamos de volta para a casa da senhora Biqui, Lucas me convidou para um passeio, eu aceitei desanimada com a cabeça em outra dimensão, acabei nem me interessando para descobrir o destino e ele pareceu não querer contar. Provavelmente seria para o baile da terceira idade, da mãe dele, que aliás, é uma mulher muito extrovertido. E talves ele tenha pensado em me fazer dançar depois do capote que eu levei!!! O Lucas só tem cara de bonzinho, mas no fundo ele é mal!

Após uma ducha bem quente e um grande prato de macarronada com bastante molho e bastante queijo ralado e, para ajudar a descer, um suco natural de abacaxi; Lucas chega com sua maior pose G no carro de seu pai e fez eu descer a escada correndo para tentar evitar que ele tivesse algum contato com minha mãe, que estava na cozinha, a apenas alguns passos da porta onde eu os encontrei. Assim que minha mãe me viu, revirou os olhos e disse-me:
- Leva um casaco, que vai fazer frio. - Eu estava um pouquinho com pressa, então...
- Não precisa. - Eu disse dando passos largos em direção à Lucas que estava do lado de fora da casa, parecendo descontraído.
- É melhor pegar um casaco! Vamos voltar um pouco tarde. - Lucas disse.
Eu, como a menina compotada que sou, teria passado reto por ele, mas ele estava fazendo barreira na porta. E eu meio que me perdi em seu olhar castanho esverdeado.
Esperei que dissesse algo. Voltei para meu quarto e peguei a primeira blusa de manga comprida que apareceu na minha frente, joguei em uma mochila e desci correndo. Eu precisava tirar Lucas da li, antes que minha mãe o chamasse para o jantar, não que eu seja egoísta e não queira que ele coma as custas da minha família, a verdade é que minha mãe não aceita que Lucas seja gay, e deixa ele todo vermelho de vergonha quando insinua que formamos um lindo casal, e que só falta a gente assumir. Fala sério, mãe não sabe de nada!

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